Como organizar o fluxo do Mapa da Saúde na sua clínica

Quanto melhor organizado a sua sistemática na clínica, mais a plataforma ajudará na sua rotina. Seguem abaixo nossas recomendações:

  1. Precificação: isso varia muito de acordo com a realidade de cada um. De forma geral, percebemos que:
    • quem já faz atendimento particular não cobra em separado o Mapa, acaba embutindo no valor da consulta. Faz sentido, pois nesse cenário:
      • se tem autonomia para aumentar o valor da consulta, se necessário
      • os pacientes já estão acostumados a procurar e pagar médicos por consultas. Quando se tenta vender um produto novo e desconhecido existe um trabalho de educação, conscientização e divulgação maior que acaba sendo necessário.
    • quem trabalha com convênios pode fazer um modelo híbrido:
      • cobrar do convênio as consultas utilizadas para fazer o Mapa (em geral são duas, a primeira para avaliação e a segunda para entrega e discussão do laudo);
      • usar o plano de saúde também para os exames de sangue;
      • cobrar do paciente a parte que não se consegue cobrar do convênio (como dinamometria, antropometria/bioimpedância, teste físico, uso de tecnologia para cálculos de riscos e questionários científicos, elaboração do laudo, que acaba envolvendo trabalho fora da consulta). Mais fácil que cobrar cada item separadamente é definir um valor fechado para o Mapa da Saúde. Assim, se explica para o paciente que o Mapa da Saúde tem um custo, mas ele fica reduzido com o uso do convênio.
    • Importante: tente facilitar o máximo possível o caminho para levar seus pacientes a fazerem seus Mapas, pois:
      • a avaliação não serve apenas pra ele, vai ajudar o profissional a ter mais resultado e melhores consultas;
      • vai agregar valor ao seu atendimento e te ajudar a se destacar no mercado;
      • para quem está já acostumado a usar tempo da consulta falando de estilo de vida, pode se reduzir o tempo de consulta, pois já será triado o estilo de vida automaticamente. Cada minuto reduzido pode ser contabilizado como “renda extra”, mesmo sem ter que aumentar valor do atendimento.
      • o Mapa ajuda a fidelizar o paciente, então pode-se ter um ganho a longo prazo, mesmo que se dê esse benfício sem custos para o paciente
      • a entrega do Mapa é uma ótima oportunidade para se vender um programa de acompanhamento, pois o paciente está mais sensibilizado, motivado e preparado para a mudança
  2. É interessante marcar uma consulta específica para o Mapa da Saúde, especialmente para médicos com especialidades que recebem queixas muito específicas de doenças.
  3. Transforme o “check-up” convencional ou revisão anual em um Mapa da Saúde. Para especialidades que já recebem consultas buscando fazer um check-up, entregue no final o laudo completo do Mapa em vez de apenas realizar alguns exames complementares. Basta adicionar os passos necessários para complementar esse check-up.
  4. Procure usar a plataforma o mais precocemente possível no manejo dos seus pacientes.
    1. Lembre que estilo de vida é tratamento de 1ª escolha para a maioria das doenças crônicas, então avaliar e acompanhar isso deve entrar na sua rotina já no manejo da doença, mesmo com queixas significativas mais ativas. 
    2. Use o Mapa da Saúde como ferramenta de investigação, da mesma forma que solicitamos outros exames para fazer diagnósticos. Pense como se você tivesse um aparelho de US ou RNM no consultório, mas nesse caso são diagnósticos de estilo de vida e riscos, além do rastreio de doenças pelos exames de sangue. 
    3. Alguns exemplos:
      1. Hipertensão arterial? Solicite o Mapa da Saúde para destrinchar fatores que podem estar contribuindo, como apneia, humor e mais…
      2. Enxaqueca? Mapa da Saúde para buscar gatilhos
      3. Queixas de memória, cansaço, indisposição, irritabilidade? Mapa da Saúde para rastrear sono, humor, capacidade cardiopulmonar… 
      4. Dislipidemia, diabetes, disfunção de tireoide, menopausa…. 
    4. Quase toda doença crônica merece ser avaliada com esse recurso. É provável que quase todo paciente que passar pelo seu consultório tenha indicação para uma avaliação assim.
  5. Prefira deixar que uma atendente cadastre seus pacientes para você economizar tempo. 
  6. No cadastro do paciente podem se adicionar múltiplos médicos para acompanhar simultaneamente o mesmo paciente
  7. Para facilitar a usabilidade por idosos ou pacientes avessos à tecnologia, já é definida também a senha do paciente ao se fazer o cadastro. Dessa forma, não é necessário abrir qualquer email para se terminar o cadastro e paciente já fica imediatamente apto a acessar a plataforma (ainda assim é obrigatório que ele possua algum email)
    1. Quando paciente não possui email: 
      1. PREFERENCIAL: O atendente pode criar um email rapidamente para ele (no gmail, por exemplo). Tendo sido cadastrado pelo atendente ele nem precisará de acesso ao novo email para iniciar, basta termos email para ter um login (mas seria interessante ter acesso para receber avisos e até o seu laudo em versão pdf) 
      2. ALTERNATIVA TAPA-BURACO: cadastrar paciente com email de algum familiar que vá acompanhá-lo e ajudá-lo a usar a plataforma.
  1. Peça também para que a atendente entregue sempre por escrito o login e a senha cadastrada para o paciente (e o endereço do site, nos casos em que ele não for usar aplicativo).
  1. Como facilitar para pacientes idosos ou “avessos a tecnologia”: 
    1. O Mapa da Saúde pode ser feito por todos os pacientes. O único requerimento fundamental é existir um email vinculado aquele paciente.
    2. Nesses casos, é recomendável que o médico ou secretária cadastrem o paciente (onde já se cadastra até a senha pra ele).
    3. Em seguida, o médico já pode clicar em “Iniciar Mapa da Saúde” no prontuário. A partir disso, paciente receberá um e-mail com o link para os questionários (que talvez ele nem saiba acessar) mas também uma mensagem por whatsapp (que quase todos sabem usar), da nossa concierge virtual, a robô-anjo Raquel! Ela vai trazer o link para responder os questionários. Basta clicar no link que ele cai dentro dos questionários, já logado.
    4. Em caso de paciente sem smartphone, os questionários podem ser respondidos pelo site, basta fazer login da mesma forma que o médico faz, mas com os dados do paciente. Ele pode acessar o site por qualquer computador.
      • Outra opção é a própria atendente logar o paciente em um celular da clínica, e deixar pronto para ele responder os questionários na própria recepção, enquanto aguarda.
    5. Existe também um tutorial gravado de como usar o app, dentro do app e é interessante recomendar que paciente faça:
    6. .
  1. A partir daí, existem algumas estratégias possíveis para se seguir:
    1. Padrão – Consulta de coleta + consulta de entrega:
      1. Como funciona:
        1. Siga o passo-a-passo aqui
          1. A primeira consulta é feita para o exame físico, revisar sistemas e histórico médico e familiar. Ao final, solicita-se os exames e que responda os questionários;
          2. Pode-se usar um assistente para uma triagem pré-consulta (coletar Métricas e questionário Fatores de Risco do prontuário, em especial)
          3. A segunda consulta ocorre após receber resultado dos exames, revisar, finalizar o laudo e imprimir/prepará-lo para entrega. É direcionada para entregar o laudo, esclarecendo-o e ajudando paciente a definir prioridades e iniciar a mudança;
    2. Consulta única: 
      1. Como funciona:
        1. A 1ª consulta não ocorre. Conta-se com ajuda de um assistente (treinado) para fazer uma espécie de triagem com o paciente:
          1. faz a avaliação física do paciente e preencher todas métricas no prontuário médico (caso médico libere seu acesso para isso);
          2. responde o questionário de Fatores de Risco no prontuário médico, com ajuda do paciente (o pequeno questionário que fica no cabeçalho do prontuário, não os do paciente)
          3. coleta alguns dados básicos de histórico médico, como cirurgias, tumores e doenças na família (aqui um modelo)
          4. entrega pedido de exames já assinado pelo médico 
          5. Clica no botão “Iniciar Check-Up” e pede para paciente responder questionários
        2. Atendente recebe os exames e encaminha para o médico (caso médico não tenha compartilhado contato pessoal com o paciente)
        3. O médico adiciona os exames, visualiza o laudo, revisa os problemas que devem ser adicionados e finaliza o check-up.
        4. Realiza-se a consulta de entrega do laudo (pode-se deixar para finalizar o check-up na hora da consulta, caso persista alguma dúvida).
      2. Positivo: A mais econômica, necessitando apenas uma consulta médica. 
      3. Negativo: mas a consulta única tende a ser mais longa, pois não será apenas para entregar e explicar os resultados, sendo às vezes necessários discutir outros tópicos de saúde que não foram abordados na triagem.
      4. Recomendação: estratégia funciona melhor para um segundo check-up, com pacientes já conhecidos, possibilitando encurtar o tempo da consulta única.
    3. Express: 
      1. Como funciona:
        1. Funciona exatamente como a “Consulta Única”, mas com a preocupação de se fazer tudo em uma só visita do paciente: triagem do assistente e entrega do laudo pelo médico;
        2. Para isso, o paciente deve chegar na clínica já com os exames prontos (pode-se solicitar online, quando decide iniciar ou se usar exames feitos recentemente).
      2. Positivo: A mais prática para o paciente, necessitando apenas uma visita ao consultório. 
      3. Negativo: Mas a consulta única também tende a ser mais longa. Além disso, exige mais organização da clínica para agendar tudo em sincronia. 
      4. Recomendação: também recomendada para um segundo check-up.
    4. Telemedicina:
      1. Pode ser adaptada para qualquer uma das estratégias acima. Veja nossas recomendações aqui.